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Imprecisão, erro e capivarada: os tipos de erro no xadrez

Quando uma partida é analisada, cada lance ganha um carimbo: bom, impreciso, erro. Esses carimbos não são opinião — saem de uma conta, e entender a conta muda o que você faz com eles.

A conta é em chance de vitória

Antes do seu lance você tinha uma certa chance de ganhar aquela partida. Depois dele, outra. A diferença entre as duas é o custo do lance.

Isso é diferente de medir “quantos peões de vantagem” você perdeu, e é diferente de propósito: perder meio peão numa posição já ganha quase não muda o resultado, mas perder meio peão num final apertado decide o jogo. A chance de vitória entende essa diferença; a contagem de material, não.

A régua

Por que “capivarada”

É o nosso apelido para o que em inglês chamam de blunder: o erro grave, o que custa o jogo. Escolhemos uma palavra que dá para dizer rindo, porque a única coisa que não ajuda ninguém a melhorar é ter vergonha de olhar para o próprio erro.

E vale a regra que não se quebra aqui: é o nome do LANCE, nunca da pessoa. A gente corrige a jogada; jamais quem jogou.

Nem todo erro grave é distração

Vale separar dois tipos, porque o treino de cada um é outro:

Confundir os dois é o motivo mais comum de alguém resolver mil exercícios e continuar perdendo do mesmo jeito.

Jogar contra a capivara

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre imprecisão e erro?

É o tamanho da queda na sua chance de ganhar. Até 10% é imprecisão: você entregou alguma coisa e segue no jogo. Até 20% é erro: a posição piorou muito ou mudou de lado.

O que é um blunder no xadrez?

É o erro grave, o lance que joga a partida fora — aqui chamado de capivarada. Na nossa régua, é o lance que custa mais de 20% da sua chance de vitória.

Como parar de cometer erros graves?

Separando o tipo. Se você não viu uma sequência forçada, é cálculo, e exercício de tática resolve. Se você viu tudo e escolheu o plano errado, é julgamento, e puzzle nenhum conserta.

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